quarta-feira, 8 de agosto de 2012

HAPKIDO JAIU DO KWAN

A postagem de hoje é um pouco diferente do usual. Como comecei a praticar esta arte marcial, estou postando umas coisas interessantes do que li a respeito. Apreciem.



ARTES MARCIAIS NA CORÉIA


Historicamente a Coréia estava dividida em três reinos, Silla, Koguriu e Paekche. Sendo Silla o reino menor, e sempre era invadido por muitos salteadores que moravam nas redondezas. Foi assim, que durante o reinado de Chin Heung, vigésimo-quarto rei de Silla, criaram um Corpo de Oficiais, todos descendentes de famílias aristocráticas, pertencentes à nobreza, denominado de HAW RANG (Jovens em flor), e tinha um treinamento severo e forte, além de uma sólida formação moral e ética, este Corpo de Oficiais transformou-se e denominou-se HWA RANG DO. Silla destacava-se por ser um reino menor e sempre vitorioso nas batalhas, fazendo com que os outros reinos fossem unificados a Silla.
Em 935, foi fundada a dinástia "Koryo", nome ocidental do atual País, Coréia.

Até a ocupação japonesa, durante o período de 1909 a 1945, foram proibidas as práticas de Artes Marciais, mas alguns mestres, de forma secreta trabalharam arduamente para manter viva a luta de nome TAE KION, que quer dizer saltar, chutar. As origem desta Arte remontam-se ao tempo do reinado de Silla onde um general, KIM, grande filósofo e seguidor da linha altamente espiritual da filosofia dos monges das montanhas (seita DO RO), em reunião com seus discípulos, criou secretamente o TAE KION. Esta arte, apenas recentemente foi descoberta pelo Governo Coreano, que encontrou alguns mestres e está incentivando o ressurgimento do TAE KION.

Em 1955, ocorreu uma Assembléia que reuniu historiadores, mestres e autoridades, dando nascimento a Arte Marcial Nacional, que recebeu o nome de TAE = pé; KWON = punho; DO = caminho.
Com a rendição japonesa, em 1945, a penísula coreana é dividida em duas zonas de ocupação – uma norte-americana, ao sul, e outra, soviética, ao norte. As negociações de unificação das Coréias fracassam e em 1948, são criados dois Estados distintos: Coréia do Norte e Coréia do Sul, separadas por um linha imaginária, chamada de paralelo 38, sendo constantemente vigiada. Poucos turistas conseguem permissão para visitar a Coréia do Norte.

DEFINIÇÃO HAP KI DO

Hap Ki Do - Arte Marcial de origem coreana, que utiliza técnicas de imobilização, estrangulamentos, torção, projeção, variedades técnicas de chutes, socos, cotoveladas, joelhadas, respiração baixo ventre, meditação, enfim uma arte extremamente eficiente que pode-se denominar "conjunto de técnicas marciais". O HAP KI DO, recebeu influências chinesas e japonesas, mas predominantemente técnicas das milenares Artes Marciais coreanas. Literalmente, traduz-se:

HAP=UNIÃO/HARMONIA

KI=ENERGIA INTERIOR;

DO=CAMINHO ESPIRITUAL


HISTÓRIA DO HAPKIDO

Yong-Sool Choi (1904 – 1986), uma das pessoas mais influentes no desenvolvimento das artes marciais coreanas modernas, nasceu na província de Chung Buk na Coréia. Os pais de Choi morreram quando ele era muito jovem, e quando ele tinha oito ou nove anos de idade foi levado para o Japão. Choi ficou muito nostálgico e começou a vagar pelas ruas como um mendigo e era regularmente assaltado pelas outras crianças. Um japonês tomou conhecimento da situação de Choi, tão jovem tendo que implorar dinheiro e comida. Este homem levou Choi e adotou-o. Antes do pai adotivo de Choi manda-lo para a escola, seu nome foi mudado para Tatujutu Yoshida. A tentativa de educação não foi bem sucedida porque Yoshida (Choi) não falava Japonês o suficiente para entender os professores. Ele ficou desinteressado pelos trabalhos da escola e freqüentemente entrava em brigas com outras crianças. Conseqüentemente, ele foi questionado se queria adquirir educação ou aprender a lutar.

Ele escolheu a luta e foi associado em um Daito-Ryu Aiki-Jutsu (pronunciado Dae-Dong-Ryu Hap-Ki-Sool em coreano) para treinar com Sokaku Takeda (1860-1943), onde ele treinou por cerca de 30 anos. Sentindo que o Japão estava perdendo a segunda guerra, Yoshida (Choi) começou a fazer planos para voltar a Coréia, e o fez em 1945. Nessa ocasião, mudou seu nome novamente para Yong-Sool Choi.
De alguma maneira, durante a viagem, Choi perdeu uma parte da sua bagagem, que infelizmente continha seu dinheiro e os certificados de seu treinamento com Takeda Sensei. Por causa da falta de dinheiro, Choi decidiu ficar em Tae Gu ao invés de ir para Ching Buk. Após um ano de trabalho como vendedor de pão na rua, choi conseguiu economizar o suficiente para começar a criar porcos. Para alimentar os porcos ele levantava bem cedo todas as manhãs e ia para Suh Brewery Company para obter a comida grátis.
Em 1947, Bok-Sub Suh, que era faixa preta em Yudo e o presidente da Suh Brewery Company, assistiu uma briga de sua janela do escritório , onde ele assistiu abismado como um homem se defendeu de vários atacantes, com um pequeno esforço. Ele ficou muito impressionado e curioso sobre o que ele observara e pediu ao balconista pra trazer aquele homem para o seu escritório. O homem se apresento como Yong-Sool Choi. Suh perguntou a Choi que tipo de arte marcial ele praticava. Sem responder exatamente a pergunta, ele pediu a Suh que o segurasse pela Lapela. Quando Suh agarrou a lapela, Choi facilmente executou uma chave de braço e lançou Suh ao chão. Suh imediatamente segurou a lapela de Choi novamente, e foi lançado ao chão novamente. Após ser derrotado duas vezes, Suh implorou a Choi para ensina-lo, prometendo mais comida grátis, como também pagaria pelas aulas. Quando Choi concordou, Suh preparou um dojang na cervejaria onde Choi então teve a oportunidade de ensinar o que ele havia estudado no Japão.
Durante os próximos anos, Choi se estabeleceria como um excelente e respeitado instrutor de arte marcial. Ele chamou sua arte de Yoo Sool (pronunciado em coreano de Ju Jutsu). Algumas alterações foram feitas, mas na maior parte ele estava ensinando o que ele havia aprendido com Takeda Sensei. Porém ele começou a acrescentar técnicas incluindo alguns chutes e técnicas com armas.

Em 1954, Bok-Sub Suh se envolveu em um incidente onde ele defendeu seu pai, Dong-Jin Suh. Numa briga com alguns gangsters ele usou os chutes que aprendeu com Yoo-Sool e derrotou-os. Depois de alguma reflexão, Suh decidiu sugerir a Choi que o nome Yoo Sool deveria ser mudado para Yoo Kwon Sool, para representar o fato de que além dos golpes e técnicas de arremesso, eles também empregavam chutes.Após o final da guerra coreana, enquanto Choi ainda ensinava Bok-Sub Suh, ele abriu sua própria escola em sua casa e começou a ensinar outros alunos. Isto foi em 1953. Alguns dos estudantes durante este período fundaram outros estilos de artes marcial. Entre eles. Hwang-Kee (Tang-Soo-Do), In-Hyuk Suh (Kuk-Sool-Won), Dr. Joo-Bang Lee (Hwa Rang Do) e Han-Jae Ji (Hap-Ki-Do).

Han-Jae Ji nasceu em 1936 em Angong, Coréia. Ele começou seus treinamentos em Yoo Sool com Choi em 1949 com a idade de 13 anos. Ele treinou em tempo integral com Choi até 1956 quando se mudou para sua cidade natal. Andong, de Seul. Quando Ji completou dezoito anos, começou a treinar com um home que ele refere-se como Taoist Lee. Taoist Lee, treinou Han-Jae Ji principalmente em vários métodos de meditação, e no uso do Jang-Bong (6’staff), o Dan-Bong (vara curta), e em chute coreano Taek-Kyun. Durante o mesmo período, uma senhora monge apresentada a Ji apenas como “Vovó” ensinou-o poderes espirituais durante quase cinco anos.

Em Andong, Han-Jae Ji, então um 3º Grau, abriu seu primeiro dojang que ele chamou de Na Moo Kwan e começou a ensinar Yoo Kwon Sool. Após aproximadamente nove anos em Andong, Ji decidiu se mudar para Seul em setembro de 1957. Ele ficou em uma casa de tábuas em Whang Shim Ri. O filho do dono da casa de tábuas, Duk-Kyu Hwang, se tornou seu primeiro discípulo no seu novo dojang, chamado Sung Moo Kwan.

Ji abriu também outro dojang pequeno onde teve apenas alguns alunos. Esses alunos eram pricipalmente da Universidade de Han Yang. Eventualmente, as habilidades de métodos de meditação, as técnicas de chute Tae-Kyun e as técnicas com armas aprendidas com Taoist Lee, junto com os treinamentos espirituais que ele aprendeu da “Vovó” para formular seu próprio estilo de arte marcial para o qual ele escolheu o nome de “HAPKIDO”. Ele tinha pensado originalmente em nomeá-lo de “Hapki-Yoo-Kwon-Sool”, mas decidiu mudar porque o nome esra muito grande. Ele pensou em outras artes marciais que tinha ouvido falar, como Tae-Kwon-Do, Kong-Soo-Do, Soo-Bak-Do, etc., quando a palavra “Do” começou a ser usada no lugar de Sool. Ele gostou desta idéia porque a palavra “Do” significa um caminho a seguir, ou um modo de vida, ao invés de simplesmente “técnica” como “Sool” insinua. O nome Hapkido foi escolhido em 1959, e foi desde então usado. A palavra em si pode ser traduzida como o “modo do poder coordenado”. Onde “Hap” pretende unificar ou coordenar, “Ki” significa mental e/ou energia física, e “Do” significa modo de vida, ou o “caminho” ou “meio” de coordenar sua energia mental e física em uma entidade.

Durante uma conversa com o (Grandmaster) Han-Jae Ji, em seu apartamento após o primeiro dia de um seminário, foi relacionado que após ele escolher o nome Hapkido para representar sua arte, ele deu este nome para seu mestre, Yong-Sool Choi para usar, por respeito. Choi ensinou com o nome de Hapkido até sua morte em 1986, embora ele não ensinasse o curriculo completo, omitindo a maioria das técnicas de chute, e várias técnicas com armas.

O curriculo atual do Hapkido não foi finalizado até 1960 depois que um estudante da mesma categoria do Grandmaster Choi, Moo-Woong Kim, mudou-se para Seul para visitar e estudar com seu mestre Han-Jae Ji. Ele ficou aproximadamente oito meses durante os quais treinou com Ji, e deu sua contribuição e conselho considerando que as técnicas de chute deveriam ser adotadas (Kim também treinou Taek-Kyun), a única diferença significante que evoluiu desta colaboração foi que Ji ensinou que um chute giratório baixo é feito apenas com a bola do pé no chão; considerando que, kim ensina que o pé inteiro esteja no chão enquanto o chute é executado.Em maio de 1961, o governante da Coréia foi subvertido pelo General Chung Hee Park (1917-1979), uma ação que no final das contas resultou em sua eleição para presidente. Em 1962, Ji mudou-se para Kwan Chul Dong, em um espaço atrás da loja de departamentos Hwa Shin. Neste tempo, ele tinha construído a escola Sung Moo Kwan e era financeiramente forte. Com a assistência do Major Dong-Nan Lee, Ji então recebeu um cargo do governo para ensinar Hapkido pra a força de segurança presidencial (uma posição que ele segurou até a morte de Park em 1979). Durante este tempo, ele mudou sua escola para Suh Dae Moon, que ele achava que lhe daria maior exposição pública

Em 1960, Cung-Hae Park impôs restrições de importações de bens Japoneses para a Coréia, depois de que Ji foi encontrado com um livro de Aikido Japonês. Ji viu que os caracteres Japoneses para Aikido eram os mesmos para Hapkido. Desencorajado por uma arte japonesa ter o “mesmo nome”que Hapkido, ele decidiu tirar o “Hap” do nome, chmando simplesmente sua arte de “Kido”.

Em 2 de setembro de 1963, o governo coreano finalmente concede uma Escritura para o ministro da Educação para a Associação Coreana de Kido. Ele concedia o direito para supervisionar e regular os padrões de ensino como também como exigências de promoção de faixas Pretas em trinta e uma artes marciais coreanas diferentes. O primeiro “chariman” da Associação Coreana de Kido foi Yong-Sool Choi. A Associação tentou promover artes marciais aos estudantes da escola pública, oficiais de polícia e para funcionários militares.

Em 1915, Han-Jae Ji deixa a ACK e funda a Associação Coréia de Hapkido. Houve várias razões para isso. Primeiro, a ACK designou Jung-Yoon Kim como secretário geral. Kim, que era um universitário graduado, dominou as políticas da Associação e Ji não gostou dessa situação. Segundo os estudantes que treinaram com em Sung Moo Kwan com o nome Hapkido, não gostaram do novo termo “Kido”. Eles continuaram chamando sua arte marcial de Hapkido e continuaram ensinando da maneira que eles aprenderam. Os estudantes não se importavam que uma arte japonesa tivesse o mesmo nome. E por último, Han-Jae Ji foi designado instrutor-chefe para a força de segurança do presidente e tinha se tornado uma pessoa poderosa. Este poder traduzi-se na habilidade para operar sua própria organização sem a ajuda de outros que estavam sendo menos éticos em sua vivência como praticantes de artes marciais.

Três organizações de Hapkido começaram e emergir durante os próximos anos. Isso incluiu a Associação Coréia de Hapkido (fundada em 1965 por Han-Jae Ji), a Associação Coréia de Hapki(fundada em 1969 por Jae-Nam Myung), e a Associação Coreana de Hapkido (fundada em 1971 por Moo Woong Kim). Eventualmente, em 1973, se constituiram os líderes dessas organizações e concordaram em unificar suas Associações. A nova associação foi chamada de Dae Han Min Kuk Hapkido Hyub Hwe (Associação da República Coreana de Hapkido).

Em 1984, o Grandmaster Han-Jae Ji mudou-se para os Estados Unidos e fundou o Sin Moo Hapkido. Naquele mesmo ano, o Grandmaster Moo-Woong Kim de demitiu da Associação da República Coreana de Hapkido e fundou a Federação Internacional de Hapki. O Grandmaster Se-Lim Oh se tornou o presidente da Associação da República Coreana de Hapkido, e depois em 1984, ele a renomeou para Associação Coréia de Hapkido (o nome que Ji havia usado em 60).

Hoje ainda há três organizações de Hapkido na Coréia. Isso inclui a Associação Coréia de Kido (In-Sun Seo, Pres.), A Associação Coréia de Hapkido (Se-Lim Oh, Pres.) e a Federação Internacional de Hapki (Moo-Woong Kim, pres.).

DOUTRINA FILOSÓFICA DO HAP KI DO

Mente, corpo e espírito - esta é a formação do ser humano e devemos zelar e desenvolver o que recebemos de DEUS, buscando a união e a harmonia interior, transformando o tripé da sustentação humana (mente/corpo/espírito) em Unidade.

O exercício marcial prepara o corpo. E a mente e o espírito? Como ficam? O corpo é a morada do espírito e a mente é quem comanda toda essa estrutura, e o elo de ligação do corpo com o Criador do Universo. Não adianta treinar um e descuidar-se do outro. Desta maneira continuaremos sempre em desequilíbrio. Quando desenvolvermos o corpo, a mente e o espírito, estaremos em harmonia com o Universo, isto é, em um estado consciente de nós mesmos.

Mister se faz, que o hapkidoista não perca a essência do BUDO/MUDO (caminho marcial) fazendo sempre sua reflexão, meditação, leitura, oração e boas ações. A Bíblia nos ensina que "O exercício físico na verdade, tem algum valor, mas o exercício espiritual tem valor para tudo, é a promessa da própria vida presente e da que há de vir" (I Tim 4.8)

O Hapkido não é somente um amontoado de socos e chutes, há toda uma preocupação em desenvolver a parte mental e espiritual, onde o praticante busca a harmonia, a amizade e a compreensão do seu "eu" interior. É o desapego a todas as coisas efêmeras, medalhas, títulos, troféus e prêmios. Tal estado de consciência é o chamado "DO" (caminho espiritual). É bom conhecer e desenvolver a parte espiritual, o problema religioso, pois a vida não é concebível quando se projeta divorciada da verdade, da fé e do amor. Aquele que não se preocupa com o problema da sua existência futura, da salvação de sua alma e desconhece os preceitos de DEUS, ainda não atingiu o nível de sabedoria e maturidade dentro do Hapkido, nem deveria intitular-se MESTRE.


O HAP KI DO, obedece a três princípios:

Primeiro princípio - YU - Água : não é à toa que o dito popular "água mole em pedra dura tanto bate até que fura", a não resistência da água lhe torna poderosissíma, ela adaptar-se a qualquer circunstância, se põe ela em um copo ela assume a forma de um copo, se em uma garrafa idem, tente segurá-la e ela fluirá por entre seus dedos. O hapkidoista deve desenvolver a virtude da adaptabilidade e fluidez.


Segundo princípio - WON - Circulo: o princípio universal, pois representa o retorno ao inicio do ciclo, tudo arredondado no corpo, as pontas dos dedos, o nariz, joelhos, etc., os movimentos de defesa pessoal do Hapkido, devem ser circulares e assim criamos o que na Lei da física chama-se forças centrífugas e centrípetas, redirecionando a energia do oponente.


Terceiro princípio - WHA - Harmonia: harmonizar-se com o ambiente, com o oponente, e principalmente consigo é o ponto principal do hapkidoista. O domínio das emoções, a disciplina diante dos obstáculos, concatenar as idéias nos momentos difíceis este é o princípio que o hapkidoista deve atingir.
É uma arte marcial de defesa pessoal coreana, tendo se originado nos primórdios do Império "Koryo", quando predominava diversos estilos de defesa pessoal ensinadas nos Exércitos, o HAPKIDO surgiu da junção de vários estilos de lutas, recebendo influências chinesa e japonesa, daí explica-se suas variedades de movimentos.


Fontes: http://www.hapkidopedroosorio.es.tl/HISTORIA.htm
https://encrypted-tbn0.google.com/images?q=tbn:ANd9GcQAJ44XWYl7xgjIcdgc-xJHMfymwIRh5xCFlxJaQiyTgauiGQrl

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Quais são os maiores "atletas" do mundo animal?


Créditos: • Créditos:Xinhua Photoshop (esquerda) e NHPA Photoshop (direita)


Em época de Olimpíada, o mundo vê maravilhado seres humanos rompendo os limites físicos da espécie.

Mas mesmo os melhores atletas não seriam páreo para alguns animais. Veja abaixo:


O iraniano Hossein Rezazadeh permanece como um dos maiores atletas do levantamento de peso, tendo já erguido 263 kg.Show de Força

Mas para igualar o feito de formigas, que conseguem carregar uma folha que pesa 50 vezes seu peso, ele teria que ser capaz de levar nos ombros um furgão de 2,3 mil kgs.

Besouros-rinoceronte são ainda mais fortes, levantando objetos até 850 vezes mais pesados que si próprios.


A lagosta-boxeadora tem um soco mais potente do que o do campeão olímpico Cassius Clay

O campeão da categoria no reino animail é, entretanto, um minúsculo tipo de ácaro invertebrado, o Archegozetes longisetosus, capaz de levantar 1180 vezes seu peso.

Lutas

O soco da lagosta-boxeadora (Odontodactylus scyllarus), também conhecida como tamarutaca no Brasil, é considerado o mais rápido do mundo.

Mesmo de baixo d'água, ele chega a 72 km/h.

Outras espécies, de grandes alces a lucanos (insetos que parecem besouros) resolvem disputas territoriais, de dominância e de fêmeas com violentos combates que muitas vezes terminam com o perdedor ferido, mutilado ou mesmo morto.

Na água
Mesmo o maior medalhista da história dos Jogos, Michael Phelps, ficaria bem atrás de outros animais nadadores.

A pele grossa como borracha dos golfinhos os permite deslizar facilmente pela água.

Outra técnica encontrada na fauna é a usada pelos pinguins, que nadam envoltos em bolhas.

Elas agem como lubrificantes, reduzindo o atrito e permitindo mais velocidade aos animais.

Já em termos de corridas aquáticas de longa distância, a medalha de ouro iria para o urso polar.

Há registro de um urso polar que nadou continuamente por nove dias, cobrindo 687 km. Um feito notável para um animal que passa a maior parte do tempo na terra.

Com informações de Jeremy Coles da BBC Nature
Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/08/120804_animais_atletas_rc.shtml

Tomadas elétricas inteligentes acessam internet sem fios

Interruptores remotos


Você consegue imaginar uma situação na qual seja necessário acender seu abajur pela internet?

Talvez não, mas acender e apagar todas as luzes de sua casa quando você está fora, ou pré-aquecer o forno enquanto ainda está no supermercado comprando um congelado são situações mais perto do dia-a-dia.

E pode haver muitas mais, para as quais tudo o que você precisará é de uma tomada que entenda o novo protocolo da internet, o IPv6, onde você possa plugar o aparelho que deseja controlar à distância.

Se você vai ligar o abajur ou a máquina de lavar, tanto faz, basta plugar o aparelho desejado nessa tomada, e acessá-la pelo seu celular ou qualquer computador.

E a melhor notícia é que a tomada, que dá um outro sentido ao termo "plugar", já está pronta.

Tomada elétrica sem fios


O protótipo da nova tomada foi construído por engenheiros do Instituto Fraunhofer, na Alemanha.

E com uma vantagem adicional: a tomada precisa dos fios da energia elétrica, mas, do ponto de vista da internet, ela é sem fios: a conexão é feita automaticamente pelo roteador.

Além das tomadas sem fios propriamente ditas, o sistema usa um dispositivo USB conectado ao roteador.

O usuário entra o comando para ligar ou desligar o aparelho através de um navegador web ou aplicativo Android. O roteador recebe o comando, endereça-o para o dispositivo USB, que se incumbe de conversar com a tomada de energia, tudo usando dados criptografados.

Esta função de comunicação de duas vias também permite que a tomada de energia sem fios envie dados para o usuário, informando a quantidade de energia que os aparelhos ligados a ela estão consumindo naquele momento.

"Qualquer eletrodoméstico plugado em uma dessas tomadas pode ser ligado ou desligado remotamente usando um aparelho compatível com o IPv6, como um smartphone ou um laptop, de qualquer lugar," diz o Dr. Gunter Hildebrandt, coordenador do projeto.

Tomadas e interruptores inteligentes


Embora os edifícios e casas inteligentes sejam uma promessa constante, ainda são poucas as opções para quem deseja se libertar dos interruptores e tomadas, que, apesar das aparências sempre em mutação, têm o mesmo QI de 100 anos atrás - isto é, nenhum.

"Esse componente torna a casa inteligente do futuro uma realidade," garante Mathias Dalheimer, membro da equipe.

"Ele permite que os eletrodomésticos sejam controlados de forma inteligente, otimizando ou reduzindo o consumo de eletricidade. Por exemplo, o dono da casa pode ligar a máquina de lavar fora do horário de pico, ou a máquina de lavar louça quando os painéis fotovoltaicos no telhado estiverem gerando energia suficiente," complementa.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Mais um cara brilhante morreu: Celso Blues Boy



O cantor Celso Blues Boy morreu na manhã desta segunda-feira (6) em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Segundo a central funerária de Joinville, o músico faleceu às 8h50. O corpo já foi encaminhado para Blumenau para ser cremado. O músico tinha 56 anos e sofria câncer de garganta. Blues Boy era cantor, compositor e guitarrista.

Celso Ricardo Furtado de Carvalho nasceu no Rio de Janeiro, em janeiro de 1956. Na década de 1970, com apenas 17 anos, começou a tocar profissionalmente com Raul Seixas, além de acompanhar nome da MPB como Sá & Guarabira e Luiz Melodia. Seu nome artístico é uma homenagem ao seu ídolo B.B. King, com quem chegou a tocar na década de 1980.

O vascaíno foi guitarrista das bandas Legião Estrangeira e Aero Blues, considerado o primeiro grupo de blues do Brasil. Em 1980 passou a ser mais conhecido, quando mandou uma fita para a Rádio Fluminense, no Rio, voltada para o repertório roqueiro. Quatro anos depois gravou seu primeiro disco, 'Som na Guitarra', que inclui seu maior sucesso: 'Aumenta que Isso Aí É Rock'n Roll'.

No ano passado, Celso Blues Boy gravou seu primeiro DVD, 'Celso Blues Boy ao Vivo', no Circo Voador, no Rio de Janeiro, que também foi lançado em CD. O cantor morava há 12 anos em Joinville.


Biografia:




Não são muitos os artistas que podem se gabar de ter criado uma linguagem musical. Robert Johnson, Frank Sinatra, Chuck Berry, Elvis, Hendrix, Marvin Gaye, Miles Davis, os Beatles, Kraftwerk, Black Sabbath, Ramones, o Faith No More - a lista não avança muito a partir daí. Nesse seleto grupo de excepcionais, Celso Blues Boy arruma uma vaguinha por ter dado um sotaque brasileiro ao blues, um gênero americano (ou africano, em suas raízes mais profundas) por excelência, e com ele feito sucesso avassalador ao ponto de ser, ao mesmo tempo, lenda, ídolo e referência, ainda mais quando o papo recai sobre aquele instrumento de seis cordas chamado guitarra.

Exagero? Nada. Erro seria desprezar sua contribuição para a música brasileira. Os gringos o reconheceram: a revista Backstage colocou Celso entre os 20 maiores guitarristas da história; BB King, expressão máxima do blues, o reverenciou ao dividir palcos e estúdio com ele e o convidar para fazer carreira nos EUA; tocou no célebre Festival de Montreaux, na Suíça; The Commitments, a banda do filme cult de Alan Parker, chamou Blues Boy para se integrar a ela (e ele gentilmente recusou). Se Celso não foi alçado ao mesmo patamar glorioso de Tom Jobim, João Gilberto, Caetano Veloso e outras sumidades nacionais, não cabe aqui buscar explicações.

Fato é que Celso vem fazendo história desde a metade dos anos 70. Com apenas 17 anos, por exemplo, integrou o grupo de Raul Seixas. Acompanhou uma penca de veneráveis nomes da MPB (Renato e Seus Blue Caps, Sá & Guarabira, Luiz Melodia...) e arregimentou fãs ao empunhar a guitarra nas bandas Legião Estrangeira e Aero Blues, considerado o primeiro grupo de blues do Brasil e dono de performances memoráveis na lendária casa de shows Apa Loosa, no Rio de Janeiro.

Esses mesmos fãs viram Celso galgar os degraus da fama nos anos 80. Sua estréia solo, em 1984, com "Som na Guitarra", é um clássico absoluto, não só pelos hits que contém ("Aumenta que isso aí é rock'n'roll", "Blues Motel"), mas por espalhar aos quatro cantos do país a notícia de que havia bom blues sendo feito no Brasil. Junte isso ao talento nas seis cordas, a voz rouca, a boa aparência e canções de qualidade e se tem um astro instantâneo. Foi o que aconteceu.

A década de 80 foi mesmo pródiga para o guitarrista - é dessa época outros hits como "Marginal" (ao lado de Cazuza), "Damas da Noite", "Tempos Difíceis", "Fumando na Escuridão", "Sempre Brilhará" e as trilhas de "Rock Estrela" e "Bete Balanço" -, tanto que ele está entre os artistas-símbolo do período. Mas jamais ficou restrito a ele. Tanto é que foi na década de 90 que ele gravou o excepcional "Vivo" no Circo Voador (RJ). Foi também quando passou a se apresentar regularmente na Europa, virou amigo de BB King - a quem homenageia no nome artístico e que empresta seu toque único a "Mississipi", faixa do álbum "Indiana Blues", de 95 - e recebeu o convite para integrar os Commitments. Isso sem falar na agenda lotada de shows pelo Brasil.

Vale um aparte para a participação de Celso no Festival de Montreaux, na Suíça, em 1995. Seu apartamento ficava em frente ao lendário The Duke's, bar onde todas as feras do evento fazem questão de dar canjas.

Nos anos 2000, Celso Blues Boy segue incansável na estrada, de aeroporto em aeroporto, pelos palcos afora. Nessas idas e vindas, foi parar novamente no Circo Voador, sem dúvida, seu lar fora de Joinville (SC), onde mora há 12 anos. Foi ali, naquele espaço lendário, que gravou no ano passado "Celso Blues Boy ao Vivo", seu primeiro DVD (também lançado em CD pela Penedo Produções). Diante de uma platéia entusiasmada, ele desfila suas músicas mais conhecidas com a classe, a garra e a emoção típicas de quem entrega aos fãs bem mais do que eles pedem.

Se o DVD/CD é a prova física do talento grandioso de Celso e da qualidade de sua obra, o show de lançamento do produto foi à amostra definitiva de seu carisma. No dia 1 de abril, ele lotou o Canecão, numa festa inesquecível.

É a demonstração de que, mesmo após três décadas de carreira, a história de Celso Blues Boy continua sendo traçada e contada. E, volta e meia, com superlativos coerentes com seu talento.





domingo, 5 de agosto de 2012

Entrelaçamento quântico quebra segunda Lei da Termodinâmica



(Fonte da imagem: ThinkStock)

A Segunda Lei da Termodinâmica diz, grosso modo, que você não pode obter algo a partir do nada. Como não existe energia livre, por exemplo, não é possível criar uma máquina de movimento perpétuo, apesar de algumas tentativas no mínimo curiosas já terem sido experimentadas.

Outro aspecto da mesma lei é o fato de que a energia sempre tenta se contrabalancear. Se você tiver um pote com água quente e despejar sobre ele um pouco de água fria, você acabará com um líquido morno. Se você quiser esfriar ou aquecer essa água, será necessário ter uma fonte de energia externa.

James Maxwell e seu exercício mental

Tudo estava perfeito, até que o escocês James Maxwell sugeriu um exercício que confundiria a cabeça de muita gente, em 1867: imagine que você tenha um contêiner de água morna. Essa água possui moléculas que se agitam em velocidades diferentes, sendo que as mais “quentes” se movem rapidamente, enquanto que as “frias” se mexem vagarosamente. Apesar disso, a temperatura média da água é morna.

Depois, Maxwell sugeriu dividir esse container em duas metades, deixado apenas uma pequenina porta, do tamanho de uma molécula dágua, aberta entre elas. Construa a porta de maneira com que as moléculas rápidas sejam atraídas por ela e se acumulem em uma das metades do contêiner e, sempre que uma molécula lenta chegar perto da porta, acaba passado para o outro lado.

Dessa forma, depois de algum tempo, essa porta teria ordenado as moléculas em rápidas e lentas, ou seja, a água morna teria se transformado em água quente e fria, sem o uso de uma fonte extra de energia. A Segunda Lei da Termodinâmica acaba sendo, aparentemente, violada.

Quebrando a Segunda Lei na prática

A ideia de Maxwell é interessante, mas não passa de um exercício mental. Porém, em 2010, cientistas mostraram que é possível fazer um pedaço de plástico mover-se com o movimento aleatório das moléculas de ar, com uma porta semelhante à proposta por Maxwell em seu exercício.

O pedaço de plástico é colocado no início de uma pequena escada e, de repente, começa a ser empurrado para cima. Sempre que ele faz isso, uma porta elétrica é fechada logo abaixo dele. A energia usada nessa porta é isolada do restante do sistema, para ter certeza de que ela não interfere no experimento. Com o passar do tempo, o plástico chega ao topo da escada sem que energia exterior tenha sido aplicada a ele.

Transformando informação em energia

Depois de muito estudar esses casos, os físicos chegaram à conclusão de que esses experimentos dependem de um monte de informações muito apuradas sobre o sistema no qual são conduzidos. No exercício mental de Maxwell, é necessário saber a velocidade das moléculas que se movem e, no experimento prático de 2010, é sempre preciso monitorar a posição do pedaço de plástico.

Todas essas medições dependem de energia que, por sua vez, tenta se contrabalancear com a energia “livre” que está fora do sistema. Em outras palavras, o que acontece é a transformação de informação em energia: a informação sobre a posição do pedaço de plástico acaba sendo convertida em energia que o empurra para cima. Ou seja, a Segunda Lei da Termodinâmica permanece intacta, afinal.
As maluquices do mundo quântico

Agora, cientistas da Universidade de Kyoto e de Tóquio, ambas no Japão, descobriram que a mecânica quântica traz algumas complicações extras a esses experimentos e que, desssa vez, a Segunda Lei da Termodinâmica parece estar sendo, de fato, violada.

(Fonte da imagem: Reprodução/arXiv)

Para isso, eles adicionam ao exercício de Maxwell um conceito conhecido como entrelaçamento quântico. Quando duas partículas estão entrelaçadas quanticamente, elas se comportam como se fossem uma só, mesmo que estejam separadas por um universo todo de distância. Assim, é possível medir apenas uma delas e obter informação sobre a outra. E, como vimos anteriormente, informação, nesse contexto, é energia.

Por isso, no caso acima, seria possível usar energia para medir metade das moléculas e obter informação sobre todas elas. Em outras palavras, seria possível dividir o contêiner entre moléculas “quentes” e “frias” usando apenas metade da energia necessária no modelo clássico.

Por enquanto, tudo isso não passa de cálculo matemático repleto de símbolos gregos em um artigo científico (PDF em inglês). Mas, o grande feito dos autores foi descobrir que a Segunda Lei da Termodinâmica depende também de efeitos quânticos, e agora a equipe trabalha em uma forma de expandi-la para que essa revelação também seja abordada.

De acordo com o site Technology Review, essa pesquisa terá implicações importantes em todo tipo de fenômeno, desde buracos negros e astrobiologia até a nanomáquinas e química quântica.

Fonte: Technology Review

Leia mais em:http://www.tecmundo.com.br/fisica/27839-entrelacamento-quantico-quebra-segunda-lei-da-termodinamica.htm#ixzz22hrbPYc6

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Mente Fértil: Curiosidades sobre a Antártida

Mente Fértil: Curiosidades sobre a Antártida: Este na verdade não é um artigo do qual você vai dizer: "Meu Deus! Isso era tudo que eu precisava saber!", mas, porque não aguçar um pouco...


No link vocês encontrarão algumas curiosidades (legais) sobre a Antárdida! =D

Antarctica once covered in palm trees, scientists discover

Today the frozen Antarctic ice sheet borders the Southern Ocean. But tropical palm trees once flourished there. An intense warming phase occurred 52 million years ago, leading tropical vegetation, including palms and relatives of today's tropical Baobab trees, to grow on the continent’s now frozen coasts.



The surprising discovery came from a study of drill cores obtained from the seafloor near Antarctica. The results, published in the journal Nature, show that warm ocean currents and high carbon dioxide (CO2) levels in the air boosted temperatures, allowing tropical vegetation to grow where visitors today meet only icebergs and freezing cold.

"The CO2 content of the atmosphere as assumed for that time interval is not enough on its own to explain the almost tropical conditions in the Antarctic," said Jörg Pross, a paleoclimatologist at the Goethe University and member of the Biodiversity and Climate Research Center in Frankfurt, Germany.


'The CO2 content of the atmosphere ... is not enough on its own to explain the almost tropical conditions in the Antarctic.'

- Jörg Pross

"Another important factor was the transfer of heat via warm ocean currents that reached Antarctica."

When the warm ocean current collapsed and the Antarctic coast came under the influence of cooler ocean currents, the tropical rainforests, palm trees and Baobab relatives also disappeared.

The scientists used rock samples from drill cores on the seabed obtained off the coast of Wilkes Land, Antarctica, as part of the Integrated Ocean Drilling Program (IODP). The samples are between 53 and 46 million years old and contain fossil pollen and spores that are known to originate from the Antarctic coastal region.

The researchers were thus able to reconstruct the local vegetation on Antarctica and, accordingly, interpret the presence of tropical and subtropical rainforests covering the coastal region 52 million years ago.

The scientists' evaluations show that the winter temperatures on the Wilkes Land coast were warmer than 50 degrees Fahrenheit at that time, despite three months of polar night. The continental interior, however, was noticeably cooler, with the climate supporting the growth of temperate rainforests characterized by southern beech and Araucaria trees of the type common in New Zealand today.

Additional evidence of extremely mild temperatures was provided by analysis of organic compounds that were produced by soil bacteria populating the soils along the Antarctic coast.

"By studying naturally occurring climate warming periods in the geological past, our knowledge of the mechanisms and processes in the climate system increases," Pross said.

Read more: http://www.foxnews.com/scitech/2012/08/02/antarctica-once-covered-in-palm-trees-scientists-discover/#ixzz22PL868uY

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Nanoantenas capturam e emitem luz

Captando e emitindo luz


A luz é uma radiação eletromagnética, formada por ondas de diversas frequências - no espectro visível, cada frequência corresponde a uma cor.

Assim, a luz pode ser captada por antenas, da mesma forma que antenas de rádio ou de TV são configuradas para captar os comprimentos de onda de suas respectivas transmissões.

Agora, cientistas franceses criaram uma antena que não apenas consegue captar as ondas de luz, como também consegue transmiti-las.

Essas antenas captadoras/emissoras de luz poderão ser a base de LEDs mais eficientes - emitindo luz - oucélulas solares mais compactas - captando a luz.

Mas também poderão ser usadas para captar os fótons usados na computação quântica.

Nanoantenas de luz

Como a luz oscila um milhão de vezes mais rápido do que as ondas de rádio, as antenas de luz precisam ser minúsculas - microscópicas, para ser mais exato.

Mickael Busson e seus colegas da Universidade de Marselha usaram duas nanopartículas de ouro e uma pequena molécula fluorescente para construir sua antena capaz de capturar e emitir luz.

Nas palavras dos cientistas, o seu equivalente óptico da tradicional antena dipolo é um emissor quântico - a molécula que dispara fótons - circundado por duas nanopartículas.

Mas era preciso dar uma estrutura para a antena, para que seus elementos ficassem estáveis.

Dadas as dimensões envolvidas, uma molécula de DNA sintético serviu bem ao propósito, separando as duas nanopartículas e agregando as moléculas emissoras de luz.

Produção em paralelo


Não é necessário montar as nanoantenas de luz uma a uma, o que seria inviável.

Os pesquisadores colocaram os ingredientes em solução, e fabricaram bilhões delas de uma vez só. O "eixo central" de DNA garante que cada peça fique em sua posição, com precisão nanométrica.

A molécula fluorescente funciona como uma fonte quântica, suprindo a antena com fótons, enquanto as nanopartículas de ouro amplificam a interação entre o emissor e a luz.


Antena de luz biológica é reproduzida artificialmente


Bibliografia:

Accelerated single photon emission from dye molecule driven nanoantennas assembled on DNA
Mickael P. Busson, Brice Rolly, Brian Stout, Nicolas Bonod, Sébastien Bidault
Nature Communications Vol.: 3, Article number: 962 DOI: 10.1038/ncomms1964

terça-feira, 31 de julho de 2012

Canto de sapos vira algoritmo para redes wireless

Sapos espertos





As rãs da árvore japonesas descobriram uma forma de resolver localmente um problema geral: como nunca cantar ao mesmo tempo. [Imagem: Tanaka Juuyoh]



A inspiração na natureza para desenvolver novas tecnologias parece não ter limites. Para desenvolver uma rede de transmissão de dados sem fios mais rápida, pesquisadores espanhóis copiaram a forma de comunicação de um pequeno sapo endêmico no Japão.

Os machos da rã das árvores (Hyla japonica) usam o seu "canto" para atrair as fêmeas. Pelo som, as fêmeas conseguem identificar onde está o pretendente. O problema surge quando dois ou mais machos estão muito próximos, ou quando emitem seus chamados em intervalos muito curtos - a fêmea fica confusa pelos sons e não consegue localizar nenhum deles.

Para evitar os desencontros, as rãs aprenderam a nunca cantar ao mesmo tempo, para que as fêmeas possam distinguir entre cada um deles.

Problema da pintura de grafos

Cientistas da Universidade da Catalunha usaram a técnica dos sapos japoneses para criar um algoritmo que consegue "de-sincronizar" a transmissão de nós de uma rede wireless - ou seja, assim como os sapos, os nós nunca chamarão ao mesmo tempo.

O desafio era bem conhecido dos matemáticos, que o chamam de "problema da pintura de grafos". Os cientistas queriam atribuir uma cor a cada nó da rede, e evitar que dois nós com a mesma cor chamassem ao mesmo tempo.

"A pintura de grafos é a formalização de um problema que surge em muitas áreas do mundo real, como na otimização das modernas redes wireless, sem nenhuma estrutura predeterminada, usando técnicas para reduzir perdas de pacotes de informações ou para melhorar a eficiência energética," explica Christian Blum, que solucionou o problema juntamente com seu colega Hugo Hernández.

Grafos são conjuntos de nós interconectados - o Google e a Microsoft estão usando grafos para dar mais inteligência a seus mecanismos de busca.


O comportamento dos sapos foi expresso em um algoritmo que os pesquisadores batizaram de FrogSim - uma referência a um "simulador de sapos". [Imagem: Hernández/Blum]

Operação distribuída

Como no caso das chamadas de-sincronizadas dos sapos, a operação em um padrão distribuído implica a ausência de um controle central, que pudesse ter uma visão do todo e funcionar como maestro. O comportamento dos sapos foi então formalizado em uma equação que permite uma solução válida para o problema de colorir os nós da redewireless usando o menor número possível de cores.

A equação foi codificada em um algoritmo que os pesquisadores batizaram de FrogSim - uma referência a um "simulador de sapos". Além das redes sem fios, a solução terá aplicações imediatas na chamada "inteligência de enxame", de grande interesse também para as pesquisas em robótica.


Robótica de enxame: robôs unidos jamais serão vencidos



Os cientistas já haviam se inspirado em formigas, abelhas, cupins, pássaros e até peixes para desenvolver suas tecnologias. Mas rãs é uma novidade.


Bibliografia:

Distributed Graph Coloring: An Approach Based on the Calling Behavior of Japanese Tree Frogs
Hugo Hernández, Christian Blum
Swarm Intelligence
Vol.: 6 (2): 117-150
DOI: 10.1007/s11721-012-0067-2

Cortiça melhora compósitos aeroespaciais em 250%



Low-tech

A cortiça é um material natural que historicamente tem sido relegado a usos não associados com a tecnologia, como rolhas de garrafas e bases de quadros para fixação de avisos.

Mais recentemente se demonstrou que a cortiça é o melhor material disponível para a construção de pára-choques de automóveis.

Isso mostra que a cortiça pode começar a dar a volta por cima.

Compósito com cortiça

Agora, os compósitos, símbolos máximos dos materiais de alta tecnologia, tiveram seu desempenho multiplicado por várias ordens de grandeza com o auxílio de um material que vem sendo desprezado pela tecnologia, apesar de seu baixo custo e de suas propriedades mais do que interessantes.

Engenheiros descobriram que a cortiça pode ser a melhor opção para formar os "sanduíches" que são a marca registrada desses materiais compósitos usados em aviões e aplicações aeroespaciais.

"A cortiça é um produto natural com propriedades intrigantes," concorda Jonghwan Suhr, da Universidade de Delaware.

"Ela é absorvedora de energia, leve, resistente a impactos e tem excelentes propriedades de amortecimento vibracional e acústico. Sua organização celular única também resulta em boas propriedades termais, e ela é impermeável à umidade," lista ele.

Ruído em aviões

Suhr e seus colegas se interessaram pela cortiça quando procuravam por um material que pudesse diminuir o ruído no interior dos aviões.

Os compósitos usados em aplicações aeroespaciais são estruturas em camadas, misturando fibras e espumas sintéticas, ou materiais com estrutura em forma de colmeia, entre placas de fibras de carbono incorporadas em resinas.

O resultado é um material imbatível em termos de resistência e leveza.

Infelizmente, esses materiais são também muito bons em conduzir ruídos, o que é um enorme inconveniente em um avião.

A solução adotada hoje consiste em forrar o espaço entre as estruturas externa e interna do avião com uma parede de 10 a 15 centímetros de fibra de vidro. Isso, contudo, aumenta o peso e reduz o espaço interno da aeronave.

Anti-ruído de cortiça

Os pesquisadores então tiveram a ideia de criar uma camada adicional com compósito - uma camada de cortiça natural.

E os resultados superaram as expectativas.

"Nós obtivemos uma melhoria de 250% no isolamento acústico usando a cortiça, sem qualquer sacrifício das propriedades mecânicas," conta Suhr. "Além disso, a cortiça é sustentável e ambientalmente amigável porque sua produção não envolve a emissão de carbono."

A tecnologia já está sendo negociada com uma empresa fabricante de isolamentos termais e acústicos, sediada em Portugal.

Bibliografia:

Natural Cork Agglomerate Employed as an Environmentally Friendly Solution for Quiet Sandwich Composites
James Sargianis, Hyung-ick Kim, Jonghwan Suhr
Nature Scientific Reports
Vol.: 2, Article number: 403
DOI: 10.1038/srep00403

NASA cria amplificador para reforçar sinais do Universo



Pesquisadores inventaram um novo tipo de amplificador para sinais elétricos.

Seja para produzir um volume mais elevado em um aparelho de som, seja para incrementar os tênues sinais captados por cada pixel de uma câmera digital, a moderna tecnologia é totalmente dependente dos amplificadores.

Eles são usados em quase tudo, dos instrumentos de medição aos sensores dos telescópios usados para observar o Universo.

Amplificadores

Um amplificador é basicamente um circuito que aumenta a intensidade de um sinal fraco. Hoje, esse papel é basicamente desempenhado pelostransistores.

Em um transistor, uma pequena corrente - o sinal que se deseja reforçar - impõe suas características em uma corrente muito maior que atravessa o componente, resultando no sinal original amplificado.

Como bem se sabe, amplificadores transistorizados são muito bons para a maioria das tarefas, sendo capazes de reforçar sinais de uma gama muito ampla de frequências.

Eles só começam a falhar quando os sinais são muito fracos - como a medição de um evento de baixíssima energia, ou a captura de sinais de ondas de rádio de alta frequência vindos de galáxias distantes, apenas para citar dois exemplos.

O sinal sai forte, mas com pouca clareza - como um rádio com um volume muito alto, mas onde os chiados e estalidos tornam quase impossível entender o que o locutor está dizendo.

Amplificadores paramétricos


Mas existem outros tipos de reforçadores de sinais, como os amplificadores paramétricos.

Em um amplificador paramétrico, um sinal forte, chamado sinal de bombeamento, injeta energia no sinal mais fraco que se deseja reforçar, amplificando-o.

A seu favor, eles têm o fato de que o único ruído que produzem resulta da inevitável agitação dos átomos e das ondas produzidas segundo as leis da mecânica quântica.

Contra, eles têm a característica de operar apenas em faixas muito estreitas de frequências, o que restringe suas aplicações práticas.

Amplificador híbrido

Agora, cientistas da NASA e do Instituto de Tecnologia da Califórnia inventaram um novo tipo de amplificador que é um híbrido entre os transistores e os amplificadores paramétricos.

Usando materiais supercondutores - nitreto de titânio (TiN) e nitreto de titânio-níóbio (NbTiN) - os pesquisadores construíram uma espécie de amplificador paramétrico de banda larga, ou seja, ele opera em uma larga faixa de frequências, como os amplificadores a transístor, mas produz quase nenhum ruído, com os amplificadores paramétricos clássicos.

O novo amplificador tem inúmeras aplicações, como a medição de eventos químicos e físicos não detectáveis pelos sensores atuais.

Segundo os pesquisadores, o novo amplificador vai redefinir o que é possível medir, revolucionando o campo da metrologia.

Mas, como estão ligados à NASA, os cientistas estão interessados em seu uso imediato para estudar o Universo.

Amplificador de sinais cósmicos

O novo amplificador será usado para amplificar os sinais de eventos cósmicos distantes em uma ampla faixa de frequências, das ondas de rádio aos raios X, emitidos por galáxias distantes, buracos negros e outros corpos celestes exóticos.

Ele permitirá, por exemplo, fazer um mapeamento muito mais sensível da radiação cósmica de fundo, detectada nos comprimentos de onda milimétrico e submilimétrico - entre as ondas de rádio e a radiação infravermelha.

Em vez de amplificar diretamente o sinal astronômico, o amplificador paramétrico de banda larga poderá ser usado para amplificar o sinal eletrônico dos detectores de luz de telescópios ópticos, ultravioletas ou mesmo de raios X, facilitando a detecção de objetos celestes muito distantes.

Bibliografia:

A wideband, low-noise superconducting amplifier with high dynamic range
Byeong Ho Eom, Peter K. Day, Henry G. LeDuc, Jonas Zmuidzinas
Nature Physics
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nphys2356

domingo, 29 de julho de 2012

Cientistas descobrem que cupins também são insetos-bomba!



De acordo com o site Ars Technica, um grupo de pesquisadores descobriu que os cupins, conforme vão ficando velhos e suas mandíbulas se desgastam, eles vão ficando azuis e ranzinzas até, finalmente, se tornarem terroristas suicidas e explodirem, como verdadeiros insetos-bomba.

Segundo o estudo, insetos sociais como as formigas e os cupins realizam a maior parte de suas atividades através das mandíbulas. Entretanto, depois de tanto utilizar tais estruturas, assim como acontece com os humanos à medida que vão envelhecendo, estas vão ficando gastas e não funcionam mais como deveriam.

No caso dos cupins, conforme os insetos ficam velhos, eles vão acumulando em seus corpos alguns anéis azuis — cor derivada de uma proteína que se combina com o cobre —, compostos por uma substância tóxica. Como suas mandíbulas estão desgastadas demais para que os cupins se defendam de inimigos potenciais, caso sejam provocados eles explodem, espalhando o conteúdo mortal sobre os adversários.

E você que pensava que o seu avô era ranzinza...

Fontes: Ars Technica e Science Mag

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/mega-curioso/27435-cientistas-descobrem-que-cupins-tambem-sao-insetos-bomba-.htm#ixzz221J8qe7o

Entropia produz a ordem e cria nanoestruturas complexas




A entropia cuida de organizar as nanopartículas em cristais regulares, cristais líquidos, cristais plásticos ou vidros. [Imagem: Pablo Damasceno et al./Science]


Auto-organização


O cientista brasileiro Pablo Damasceno é o principal autor de um estudo publicado no exemplar desta semana da revista Science que promete mudar o jogo no campo da nanotecnologia e da nanofabricação.

Cada vez em maiores apuros para manter o ritmo da miniaturização, sobretudo no campo da eletrônica, a indústria deposita suas esperanças na chamada fabricação "de baixo para cima", que torna possível alcançar uma precisão que não pode ser obtida pelas técnicas tradicionais "de cima para baixo".

Embora o conceito teórico proponha o uso de átomos e moléculas como blocos básicos de construção, o uso de nanopartículas é muito mais viável e realista, principalmente se baseado em técnicas de automontagem.

"Um dos maiores desafios em nanoengenharia química e de materiais hoje em dia é o de como criar novas estruturas - normalmente envolvendo arranjos complicados de nanopartículas - de uma forma completamente espontânea, auto-organizada, simplesmente seguindo as leis da termodinâmica," explica Damasceno.

"De fato, se quisermos continuar a criar eletrônicos com mais e mais transistores por centímetro quadrado, logo atingiremos o limite no qual será impossível organizar as partículas no padrão adequado devido a seu tamanho nanoscópico e à quantidade imensa. Um método de auto-organização, portanto, é o desejado," completou ele.

Sólidos complexos


Um método agora não apenas desejado, mas muito mais próximo da realidade, graças ao trabalho que o brasileiro e seu colega Michael Engel fizeram no laboratório da Dra. Sharon Glotzer, na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

Eles desenvolveram um método capaz de prever como as nanopartículas dispersas em um fluido vão se organizar autonomamente para formar um sólido com base em apenas dois parâmetros: o formato das partículas e a quantidade de vizinhos presentes no fluido.

O mais promissor, contudo, é que, em vez de nanopartículas esféricas, com as quais a quase totalidade dos grupos de pesquisas ao redor do mundo trabalha hoje, Damasceno trabalhou com poliedros de formatos muito complexos.

Enquanto nanopartículas esféricas costumam se aglomerar em estruturas cristalinas simples, sem grandes aplicações práticas, formatos sólidos bem definidos podem gerar estruturas em macroescala igualmente bem definidas, abrindo a possibilidade de fabricação de peças e materiais complexos.


As possibilidades de auto-organização das nanopartículas sólidas são praticamente inumeráveis, abrindo enormes possibilidades de sintetização de novos materiais. [Imagem: Pablo Damasceno et al./Science]

Ordem pela entropia


E, em vez de um complexo processo de fabricação, tudo o que é necessário fazer com as nanopartículas é deixar que as coisas aconteçam por si sós, levadas pela entropia.

Embora normalmente associada a uma tendência à desordem, a entropia também pode causar a ordem, fazendo os objetos se organizarem - basta restringir o espaço disponível para que esses objetos se rearranjem.

Quando postas em um espaço pequeno o suficiente, em vez de se espalharem aleatoriamente, as partículas começam a formar estruturas ordenadas, de forma similar à que acontece quando os átomos se organizam para formar cristais.

Em 2010, outra pesquisa do mesmo grupo mostrou a possibilidade de que tetraedros se organizassem para formar quasicristais, as incríveis estruturas que valeram oPrêmio Nobel de Química de 2011 ao persistente Dr. Dan Shechtman.

Mas Damasceno não se contentou com tetraedros e fez os cálculos para verificar as possibilidades de auto-organização de 145 formatos diferentes de nanopartículas - ele estudou poliedros platônicos, de Archimedes, de Johnson, de Catalan, entre outros.

Isso foi suficiente para mostrar que existem correlações claras entre a forma das nanopartículas e as estruturas que elas geram.

"Não só isto, mas as correlações foram tão claras que nos proporcionaram a possibilidade de predizer, para qualquer poliedro convexo, qual o tipo de estrutura no qual ele irá se auto-organizar," explicou Damasceno.


Da esquerda para a direita, o brasileiro Pablo Damasceno, Sharon Glotzer e Michael Engel, autores do estudo que promete mudar o jogo no campo da nanofabricação. [Imagem: UMich]

Cristais ou vidros


Quase 70% dos formatos estudados resultaram em estruturas do tipo cristalino criadas apenas pela atuação da entropia - eles obtiveram até uma complicadíssima estrutura cristalográfica conhecida como gamma-Brass, formada por unidades repetitivas de 52 partículas cada uma.

"Esta é uma estrutura cristalina extraordinariamente complexa mesmo para átomos, o que dirá para partículas isoladas, que não podem se ligar quimicamente," comentou a professora Glotzer.

Além de cristais normais, as partículas podem formar cristais líquidos, como os usados em telas de TV e monitores de computador, e cristais plásticos, nos quais as partículas podem girar sobre si mesmas sem sair do lugar. Sem contar as estruturas totalmente desordenadas, semelhantes aos vidros.

"Com isso, qualquer pesquisador interessado em criar um determinado tipo de estrutura usando nanopartículas poderá consultar nossa tabela e então tentar sintetizar a nanopartícula que irá dar origem a tal estrutura," resume Damasceno.

E também poderão fazer o inverso: partindo das propriedades desejadas do material que desejam construir, poderão calcular o formato da partícula necessária para a tarefa.

O piauiense Pablo Damasceno fez sua graduação na Universidade Federal de São Carlos (SP) e está há três anos no grupo da professora Sharon Glotzer, na Universidade de Michigan, em Ann Arbor.

Bibliografia:

Predictive Self-Assembly of Polyhedra into Complex Structures
Pablo F. Damasceno, Michael Engel, Sharon C. Glotzer
Science
Vol.: 337 no. 6093 pp. 453-457
DOI: 10.1126/science.1220869

A Roadmap for the Assembly of Polyhedral Particles
Joost de Graaf, Liberato Manna
Science
Vol.: 337 no. 6093 pp. 417-418
DOI: 10.1126/science.1226162

Diretor-presidente da ANA apresenta pacto nacional para gestão das águas


A construção de um pacto nacional para a gestão dos recursos hídricos vem sendo trabalhada pelo governo federal, junto a entidades – em especial a ANA -, em favor do desenvolvimento sustentável. Para a elaboração do pacto, diretores da agência promoveram inúmeras reuniões com secretários estaduais responsáveis pela questão das águas, gerando uma carta-compromisso que foi apresentada durante a Rio+20. De acordo com Andreu, “a carta de compromissos tem o objetivo de iniciar uma agenda conjunta de trabalho para identificação de desafios futuros no gerenciamento dos recursos hídricos nos diferentes estados e regiões do país; definir metas consensuais para o controle de aspectos de qualidade e quantidade de água; e construir um amplo consenso em torno do Pacto Nacional para a Gestão das Águas”.

Como os recursos hídricos permeiam tanto a agenda econômica como a ambiental e a social, alguns dos principais desafios do pacto são: a expansão da geração hidrelétrica, a produção de alimentos, o abastecimento de água no Nordeste e a poluição hídrica. Coordenar as demandas nessas três esferas é o grande passo para um desenvolvimento sustentável.


Fonte: http://portal.abes-rs.org.br/?p=9762

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Circuitos neurais vivos são criados em laboratório



Redes neurais vivas


Os cientistas estão tentando usar memristores para criarcircuitos neurais que façam uma interligação mais tranquila entre o eletrônico e o biológico.

Tudo pode ser mais fácil, incluindo o aprendizado sobre o funcionamento de coisas como o nosso cérebro, se for possível usar células neurais vivas.

A partir daí, os cientistas poderão isolar os mecanismos básicos e construir, por exemplo, cérebros robóticoscapazes de aprender, mesmo que façam isso com componentes semicondutores inorgânicos.


Sinapse artificial memoriza e esquece como o cérebro



Há muitas equipes tentando fazer isso, mas não é nada fácil - senão impraticável - pegar neurônios, um por um, e criar uma rede com eles, como se criam circuitos eletrônicos com transistores.

Microcérebros


Agora, cientistas coreanos encontraram uma forma de guiar os neurônios em laboratório para que eles cresçam e se interliguem de força precisa.

Min Jang e Yoonkey Nam, do instituto KAIST, usaram pequenos triângulos, quadrados e estrelas para guiar o crescimento dos neurônios em um disco de Petri, criando circuitos neurais vivos que operam de forma controlada.

A plataforma de criação desses circuitos neurais terá largo impacto e aplicações muito além da robótica.

Torna-se possível, em princípio, integrar esses guias geométricos em suportes de crescimento celular, ajudando na regeneração de neurônios em lesões no corpo humano, na medula espinhal, por exemplo.

O próximo passo, segundo o Dr. Nam, é "verificar se podemos projetar um modelo de tecido neural que imite biologicamente alguns circuitos neurais do nosso cérebro".

Circuito integrado neurobiológico


Depois de testar os diversos formatos, os cientistas verificaram que o triângulo é o formato mais eficaz para guiar o crescimento dos axônios ao longo de rotas específicas, para formar um circuito completo.

Cada um dos "moldes" para crescimento dos neurônios mede 1 cm x 1 cm, com os triângulos postos em espaçamentos de 10 micrômetros. Os neurônios foram coletados do cérebro de ratos e postos para crescer em um meio de cultura.

Eles obedecem com muito critério o alinhamento dos triângulos, cujos vértices guiam o crescimento das células - quanto mais pontiagudo é o triângulo, mais obediente o neurônio se torna.

"Em resumo, nós integramos a microtecnologia com a neurobiologia, criando uma nova solução de engenharia," disse Nam.


Computadores neurais: cientistas querem reproduzir cérebro de gato


Bibliografia:

Geometric effect of cell adhesive polygonal micropatterns on neuritogenesis and axon guidance
Min Jee Jang, Yoonkey Nam
Journal of Neural Engineering
Vol.: 9 046019
DOI: 10.1088/1741-2560/9/4/046019

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Audioteca Sal e Luz

A Audioteca Sal e Luz é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que produz e empresta livros falados (audiolivros).

Mas o que é isso?
São livros que alcançam cegos e deficientes visuais (inclusive os com dificuldade de visão pela idade avançada), de forma totalmente gratuita.

Seu acervo conta com mais de 2.700 títulos que vão desde literatura em geral, passando por textos religiosos até textos e provas corrigidas voltadas para concursos públicos em geral. São emprestados sob a forma de fita K7, CD ou MP3. 

No link abaixo tem o catálogo de obras disponíveis.

Só quem tem o prazer na leitura, sabe dizer que é impossível imaginar o mundo sem os livros...

Evite a Diabetes comendo queijo!


De acordo com uma notícia publicada pelo The Telegraph, um novo estudo sugere que consumir queijo regularmente pode reduzir os riscos de uma pessoa desenvolver a diabetes do tipo 2 — que faz com que o organismo deixe de produzir insulina corretamente — em até 12 vezes.

Os resultados foram obtidos através do maior estudo já realizado para determinar qual é a influência da dieta na nossa saúde, mostrando que os amantes de queijo apresentam bem menos riscos de desenvolver a doença do que aqueles que não consomem esse alimento.

Gordura do bem


Embora muitos de nós evitemos adicionar o queijo às refeições com medo das calorias a mais, os pesquisadores acreditam que esse alimento pode ser rico em gorduras que fazem bem para o nosso organismo, desencadeando uma espécie de reação protetora quando é consumido.

Os pesquisadores ainda não conseguiram identificar exatamente como esse mecanismo relacionado ao queijo funciona. Dessa forma, eles sugerem que o produto seja consumido com parcimônia para evitar outros problemas de saúde, como a obesidade, por exemplo, que por sua vez também aumenta os riscos de que um indivíduo desenvolva a diabetes.

De qualquer maneira, quem adora queijo pode comemorar — discretamente —, e para ficar perfeito, que tal combiná-lo com uma tacinha de vinho?

Fontes: The American Journal of Clinical Nutrition e The Telegraph

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/mega-curioso/27216-evite-a-diabetes-comendo-queijo-.htm#ixzz21fAUxzwW

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Células solares transparentes viabilizam janelas que geram energia



Janelas inteligentes


Uma nova célula solar transparente poderá permitir que as janelas dos edifícios e casas gerem energia, como vem sendo proposto há algum tempo, mas sem perderem a característica essencial de permitir que as pessoas vejam do lado de fora.

Trata-se de uma célula solar polimérica - de plástico - que produz eletricidade absorvendo a luz infravermelha, e não a luz visível.

Isso permite que célula solar de plástico alcance uma transparência de quase 70%.

"Isso abre a possibilidade de usar as células solares de polímeros transparentes como componentes que poderão ser adicionados a equipamentos eletrônicos portáteis, janelas inteligentes, painéis fotovoltaicos incorporados em edifícios e várias outras aplicações," disse o Dr. Yang Yang, coordenador da pesquisa.

O Dr. Yang é um dos pioneiros nesse campo, tendo criado algumas das primeirascélulas solares de plástico feitas de "materiais comuns", passíveis de fabricação em larga escala.

Células solares poliméricas


Têm sido feitas várias tentativas no sentido de dar transparência às células solares PSC ("Polymer Solar Cells").

Essas demonstrações, contudo, têm resultado em baixa transparência ou em perda de eficiência da célula solar porque os materiais fotovoltaicos poliméricos e os materiais condutores dos eletrodos - usados para transferir a eletricidade para fora da célula - não podem ser alocados de forma otimizada.

A equipe do professor Yang encontrou literalmente uma solução, uma forma de misturar os componentes fotovoltaicos em forma líquida, aplicando-os sobre o plástico por um sistema de impressão de alta qualidade.

Usando apenas elementos fotoativos sensíveis à luz infravermelha, preservou-se quase totalmente a transparência do plástico que serve de base para a célula solar.

Fios transparentes


Outro avanço foi a construção de elementos condutores transparentes compostos de uma mistura de nanofios de prata e nanopartículas de dióxido de titânio, em substituição aos eletrodos metálicos usados até agora, que não são transparentes.

Com essa combinação, obteve-se uma eficiência na conversão da radiação solar em eletricidade de 4% - muito bom para o segmento das células solares orgânicas.

Esses fios condutores transparentes são muito mais baratos do que, por exemplo, os compostos ITO, usados em telas sensíveis ao toque - que puderam ser substituídos quase totalmente. Isso vai na direção proposta pelo pesquisador de trabalhar com materiais menos exóticos.

Mas se ele conseguir encontrar um substituto para a prata poderá tornar suas células solares de plástico, além de transparentes e eficientes, também mais baratas.

Bibliografia:

Visibly Transparent Polymer Solar Cells Produced by Solution Processing.  Chun-Chao Chen, Letian Dou, Rui Zhu, Choong-Heui Chung, Tze-Bin Song, Yue Bing Zheng, Steve Hawks, Gang Li, Paul S. Weiss, Yang Yang. ACS Nano. Vol.: Article ASAP. DOI: 10.1021/nn3029327


Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Designer cria carro com bancos e interior de aerogel



Andar de carro em áreas muito quentes ou extremamente frias pode não ser tarefa das mais agradáveis, mesmo com a existência de ar condicionado ou aquecedor. Para a designer Marianna Merenmies, porém, a solução para esse problema é o uso do aerogel, um material largamente utilizado na indústria espacial que é extremamente leve e possui forte isolamento térmico.

(Fonte da imagem: Marianna Merenmies/Yanko Design)

A ideia é utilizar a substância nos estofamentos, no interior das portas e outros elementos da parte interna do veículo, que ganhou o nome eXtreme Crossover. Com espaços confortáveis para três passageiros, o carro seria extremamente leve, o que também proporcionaria uma dirigibilidade simples e grande economia de combustível.

O aerogel também foi utilizado em telas do interior do veículo, onde seriam exibidas todas as informações sobre o funcionamento do eXtreme Crossover e o entretenimento para os passageiros. O conceito, é claro, não tem previsão de aplicação prática nem data prevista para chegar ao consumidor final.

Fonte: Yanko Design

em: http://www.tecmundo.com.br/carro/27085-designer-cria-carro-com-bancos-e-interior-de-aerogel.htm#ixzz21SlpAc4q

domingo, 22 de julho de 2012

Que tal viajar pelos céus junto com Darth Vader?




Nerds e fãs de Star Wars que sempre sonharam em viajar de balão têm mais um motivo para não desistir desse sonho. Um vídeo ainda de 2011 mostra um veículo composto por algo bem diferente daquelas tradicionais capas coloridas e quase esféricas que carregam pessoas para passeios tranquilos pelos céus do mundo todo.

Sai o colorido, entra o lado negro. Um balão com a cabeça de Darth Vader servindo de balão para o passeio. As imagens acima, com exatamente um minuto de duração, mostra a cabeça gigante saindo do chão ganhando às alturas e com uma trilha sonora que não poderia ser diferente.

Fonte: Nerd e Geek

source: http://www.tecmundo.com.br/mega-curioso/27060-que-tal-viajar-pelos-ceus-junto-com-darth-vader-video-.htm#ixzz21MKfotsY